Olá, 3s!

Demorei, mas postei… rs. Depois daquela aula sobre vulnerabilidade social e da exibição de trechos do documentário “ônibus 174″, do diretor José Padilha, prometi postar aqui o vídeo sobre invisibilidade social que encontrei no youtube, mas achei melhor postar uma outra coisa.

Então, retomando a questão da vulnerabilidade social como a ausência de recursos materiais e simbólicos que, no limite, leva pessoas ou grupos sociais inteiros a viver sob riscos, mais vulneráveis à violência e à exclusão social, gostaria que comentassem os trechos das duas matérias que foram publicadas no começo desse ano, pensando no que podemos fazer para diminuir esse tipo de violência social, onde está o problema e cabe a quem a maior responsabilidade. À sociedade civil, ao governo, políticos? Ou ao sistema como um todo?

Texto 1

Pará: Mulher é presa por permitir que aposentado abusasse das filhas em troca de dinheiro

BELÉM – Uma mulher de 40 anos foi presa em Maracanã, no Pará, que um aposentado de 73 anos abusasse das filhas em troca de dinheiro. O homem também foi detido. As quatro meninas teriam entre 8 e 12 anos. As prisões aconteceram no dia 1º de abril.

O Conselho Tutelar da cidade denunciou o caso após descobrir os abusos, que teriam começado em fevereiro deste ano. Segundo a assessoria da Polícia Civil, a mãe mandava as filhas visitarem o aposentado e, em troca, ele mandava alimentos e pequena quantia de dinheiro para a família.

De acordo com o delegado Saullo Andrade, os dois tiveram mandados de prisão preventiva decretados pela Justiça. A mulher deve responder por exploração sexual de crianças e o aposentado, por estupro de vulnerável.

A mãe foi levada para o Centro de Recuperação Feminino (CRF), no município de Ananindeua. O aposentado permanece preso na delegacia de Maracanã.

Fonte: Globo.com, 07/04/2011

Texto 2

Pará tem 1,4 milhão de miseráveis

Mais de 16 milhões de pessoas vivem na extrema pobreza no Brasil, o que representa 8,5% da população total do país. Na região Norte, são 2,6 milhões de pessoas com renda igual ou inferior a R$ 70. Deste total, 1,4 milhão vive no Pará. A grande maioria está concentrada na população rural, onde cerca de 840 mil pessoas vivem na extrema pobreza. Na área urbana, são 582 mil que vivem quase na miséria no Pará.

De acordo com os dados do IBGE, 46,7% dos extremamente pobres moram na zona rural. As regiões Norte e Nordeste apresentam valores relativos parecidos – 35,7% e 35,4%, respectivamente – de população rural em extrema pobreza. Grande parte é beneficiária do Bolsa Família. Dos brasileiros residentes no campo, um em cada quatro se encontra em extrema pobreza.

É nas regiões Norte e Nordeste que estão concentrados os maiores índices da população em situação de miséria: 18,1% e 16,8%, respectivamente. De cada cem brasileiros na extrema pobreza, 75 moram em uma dessas duas regiões. No Pará, foram encontradas situações de extrema pobreza em 292.871 domicílios, sendo 163.496 mil nas regiões rurais do Estado e 129.375 nas áreas urbanas.

Fonte: Diário do Pará, 04/05/2011

Apresentação de dança africana no Reverendo!

Publicado: 10/11/2011 em Sem categoria

Olá, pessoas!

Esse post é só pra falar da apresentação do grupo de Ballet Afro Koteban, que vai trazer seu espetáculo de dança pra nós do Reverendo. Eles têm se apresentado em toda cidade de São Paulo, acho q até fora também, mas é um momento único, pois poderemos assistir um bom espetáculo, sem sair do nosso bairro (quer dizer, eu vou ter que sair daqui de Guaianazes e ir, né?) rsrs. Espero ver todos vocês lá. Bjao

Apresentação do grupo:

Espetáculo:

“Djandjuma – Nossa essência”

Não Percam!!!

DATA: 12/11 – sábado
HORÁRIO: às 15h

LOCAL: EE Rev. Urbano de Oliveira Pinto

O tema do bimestre é violência, que já começamos a discutir em sala. No entanto, pouco se fala sobre violência social e o quanto ela está ligada às outras expressões de violência que comecei a discutir com vocês. Pensando nisso, decidi pedir a leitura do conto “Pai contra mãe”, de Machado de Assis. Como já havia comentado em sala, se alguém conhece algum aluno do 3º do ano passado pode pedir emprestado o livro amarelo (os cem melhores contos, acho que é esse o título), caso contrário, aqui vai o link do site domínio público, que, aliás, tem vários outros livros on line

http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=1951

A avaliação sobre o livro vai ser feita em sala, mas nada impede que vocês comentem aqui também sobre o que acharam do conto, dúvidas, enfim. O espaço está aberto. Até mais!

Desigualdades

Publicado: 20/10/2011 em 1. ano

Olá, 1s. anos!

Essa semana comecei a explicar melhor a questão das desigualdades sociais, a partir da existência da existência das classes sociais, hierarquização própria da sociedade capitalista em que vivemos. Mas, como comentei em sala também, apenas mostrar a hierarquia que existe como se ela fosse algo dado, embora social e histórico, dá a impressão que é algo inalterável e que ninguém se importa muito com isso. Pois bem, justamente para pensarmos essa divisão e a desigualdade que ela gera, decidi ilustrar cada uma das aulas com trechos de um livro que gosto muito, pois sintetiza da maneira mais direta possível a existência das diversas desigualdades no Brasil. Carolina Maria de Jesus foi uma escritora brasileira que viveu na pele as três formas de desigualdade que iremos discutir em sala (desigualdade social, racial e de gênero), por isso, iniciarei todas as aulas com um trecho do livro dela, a fim de compreendermos a desigualdade como algo que se reproduz no nosso cotidiano e que pode ser questionado, criticado, mudado, enfim, e não mero conceito a ser explicado e reproduzido nos cadernos de sociologia. Como o blog é um espaço para complementar as aulas vou disponibilizar um vídeo que assisti no youtube falando um pouco sobre quem foi Carolina Maria de Jesus, pois espero que vocês se interessem pela escritora e acabem lendo o livro também, que está disponível para baixar em alguns sites, basta procurar pelo título e a palavra download, tentei deixar um link aqui, mas está demorando muito pra baixar no meu pc, então, deixo a dica. O livro é “Quarto de despejo: diário de uma favelada”, publicado no começo da década de 1960, momento em que o país se desenvolvia, mas mantinha as mesmas desigualdades do passado. Aguardo os comentários de vocês aqui. bjos

Olá, meus queridos dos 3s. anos!

Hoje estava falando com o Denner do 3D sobre o vestibular, sobre a escolha do curso, as dúvidas, enfim, e que tinha visto que a Unicamp já havia aberto as inscrições.

Esse post é para vocês que mesmo na dúvida têm coragem de tentar. Há também alguns incentivos para nós da escola pública, então é hora de aproveitar. rsrs. O link abaixo mostra como a Unicamp está divulgando seu interesse de que mais alunos das escolas públicas tentem a possibilidade de fazer uma boa faculdade e, o mais importante, pública, é claro. O pedido de isenção da inscrição já era (foi em maio), mas dá pra pedir desconto de 50%, até o dia 26, ou seja, depois de amanhã, então deem uma olhada no site e façam sua inscrição. Torço muito por vocês e espero que muitos não percam a hora de tentar, porque ela chegou. bjos e boa noite!

http://www.unicamp.br/unicamp/divulgacao/2011/08/23/ao-lancar-vestibular-2012-unicamp-estimula-aluno-de-escola-publica-a-concorrer

PS: A Fuvest, o vestibular da USP, também está aberto. As inscrições vão até 09.09, portanto, entrem no site e deem uma olhada. Outra coisa que falei com o Denner também é sobre a relação de livros que vão cair na Fuvest, vejam lá!

http://www.fuvest.br/index.html

Estamos aprendendo um pouco mais sobre o que é o Estado, formas de governo, enfim. Mas, já comentei em sala com vcs sobre os últimos acontecimentos na Inglaterra envolvendo jovens, policiais e governo, mas sem aprofundar nada. Pois bem, proponho voltarmos um pouco ao que falamos nas primeiras aulas sobre o que é o Estado. Conforme a apostila de vocês, uma instituição social, política etc cujo objetivo é a busca pelo bem comum, mas também vimos que o Estado, nas palavras de Max Weber, é a única instituição que detém o monopólio do uso legítimo da força e da coerção física.

A pouco publiquei um post sobre trabalho na sociedade capitalista atual e como o desemprego é um problema que afeta sobretudo os jovens, aliás, aconselho vcs a darem uma olhada la tb, é o tema do 2. ano, enfim. Voltando ao assunto. O que vemos hoje em dia é uma sociedade marcada por desigualdades e por mais que estejamos “acostumados” com elas por aqui, países desenvolvidos, como a Inglaterra, estão sentindo na pele os efeitos negativos da falta de perspectivas, desemprego, exclusão social a que estão expostos muitos jovens, principalmente aqueles das periferias e bairros multiétnicos (leia-se negros, também)

O que quero com este post? Se o Estado tem por objetivo a busca pelo bem comum, o que está acontecendo de errado no Reino Unido? E aqui, o bem comum tem sido o essencial para o nosso Estado? Por outro lado, se é o monopólio do uso legítimo da força, quais os limites para o uso da força policial, por exemplo, principalmente quando sabemos que o racismo e a intolerância são problemas sociais muito mal resolvidos.

Abaixo segue um link da folha sobre os primeiros levantes e um depoimento emocionado de um homem negro que conhece o outro lado do que a imprensa chama apenas de “distúrbios” e talvez ajude a refletir sobre o que está acontecendo nesse mundo, sobretudo o impacto de tais problemas sobre os mais jovens.

ps: vejam o vídeo até o final, os comentários feitos no Jornal da Cultura, pois trazem o problema para a nossa realidade. bjao

http://www1.folha.uol.com.br/mundo/956851-policia-britanica-registra-disturbios-pelo-quarto-dia-seguido.shtml

Trabalho, desemprego e juventude

Publicado: 19/08/2011 em 2. ano

Estava pensando em reatualizar um post sobre a exploração do trabalho na sociedade capitalista quando me deparei com essa matéria que saiu na Folha on line de anteontem. Nela, o sociólogo Francisco de Oliveira fala sobre a relação trabalho e desemprego no mundo atual, as velhas contradições do sistema capitalista maximizadas hoje em dia, e o que é pior; o peso dessa contradição sobre os mais jovens.

“O que você vai ser quando crescer?” Fiz essa pergunta a alguns meses no post sobre teste vocacional, a pergunta continua, mas gostaria de acrescentar outra: que futuro nos espera? Nossa sociedade já bastante desenvolvida, mas atolada até o pescoço de desigualdades e contradições, na qual impera o desemprego aberto ou o sub-emprego, com péssimas condições de trabalho nos induz à reflexão.

Gostaria muito que vcs lessem a matéria e dissessem o que acham. O link segue abaixo. E aí? Trabalho, desemprego, juventude hoje, o que essas coisas representam pra vcs?

http://www1.folha.uol.com.br/mundo/961401-jovens-nao-tem-futuro-a-nao-ser-que-quebrem-o-sistema-diz-francisco-de-oliveira.shtml

Sociologia no ensino médio

Publicado: 27/07/2011 em 1. ano, 2. ano, 3. ano

Olá, pessoal!

Voltei ontem de Curitiba-PR, cidade muito bonita e bem menos fria do que imaginava, enfim… Mas o que fui fazer lá, férias? (rsrs). Não. Fui a um encontro de sociológos e professores do Brasil inteiro,interessados em discutir a sociologia no ensino médio, ou seja, o que ensinamos e como ensinamos a vocês, alunos e alunas do Reverendo e de tantas escolas por esse Brasil a fora. Queria partilhar com vocês o que senti lá, um pouco de satisfação por saber que não estou sozinha  (existem muitoo000os sociológos/as e professores de sociologia por aí), como também sentiu um professor doutor da Universidade Federal de Alagoas, mas, principalmente por conhecer trabalhos, ver o que outros/outras professores/as fazem de especial e bem feito para tornar o ensino de sociologia mais significativo pra vcs. (profas. Juliana e Luciana, da rede pública estadual e da Etec Cidade Tiradentes).

As dificuldades que tenho em sala de aula são muitas: é o tempo curto, imprevistos, desinteresse etc, mas agora que estamos começando o bimestre, gostaria de perguntar: o que é (ou tem sido) a Sociologia pra vocês? O que acharam do nosso primeiro semestre de aulas e o que esperam a partir de hoje? Podemos melhorar nossas aulas? Como? Aguardo as respostas ansiosa. E vamos lá, o futuro nos espera! bjao.

Olá, 2s. anos! Ontem com o 2F e 2H foi uma tristeza, pois o data show super aqueceu e não pude expor uma aula que tinha preparado em slides sobre Indústria cultural, bem como o vídeo que gostaria muito de discutir com vocês. Enfim, nem tudo é perfeito e espero que o problema com o aparelho seja solucionado.

Mas, indo ao que nos interessa aqui, esse post é para chamá-los para a discussão virtual. Indústria cultural é a produção em massa de bens culturais, mas além disso, significa também o uso de aspectos da cultura para indução do consumo de outras mercadorias, como por exemplo um celular, ou uma calça jeans nova, mesmo quando não temos necessidade de tê-los.

A propaganda exerce um poder que nos faz querer algo, não porque pensamos e decidimos tal coisa, mas porque nos deixamos levar pela sedução das imagens, sons, enfim, meios que nos induzem a querer certas coisas. Encontrei esse vídeo no youtube, é um documentário curto sobre o poder que a mídia e as propagandas exercem sobre nós desde muito cedo, quando ainda somos muito pequenos e alvos fáceis dessa indústria. Assim, o consumo, algo que na sociedade em que vivemos, é necessário, transforma-se em consumismo, no sentido de que não é mais a necessidade, mas o excesso que atende apenas aos interesses de lucro das empresas e sem levar em conta as consequências sobre a criança, a família e a sociedade como um todo. O vídeo, “Criança, a alma do negócio”, mostra bem esse poder sendo exercido sobre as crianças, vistas não como pessoas, mas futuros consumidores e ponto. Gostaria muito que vocês vissem o trecho abaixo, e, se quiserem vê-lo todo está disponível no youtube. Comentem sobre o que acharam. Vocês já se sentiram assim, manipulados pelas propagandas? O que vocês pensam sobre o consumismo? Aguardo comentários. bjos

Retomando: Cidadania e repressão… (3.C)

Publicado: 02/06/2011 em Sem categoria

Olá a todos, especialmente o pessoal do 3C!

Como prometido, aqui está o vídeo que passei em sala para avaliação sobre cidadania no Brasil, o curta “O dia em que o Dorival encarou a guarda”, dir. Jorge Furtado. Acho importante o envolvimento de vcs em atividades festivas, mas com uma aula por semana, a gente acaba perdendo muito tb, por isso precisamos nos organizar, e o nosso “segunda aula” serve pra isso, pra prolongar nossa tão curta aula. Vou disponibilizar as perguntas aqui tb, assim quem tem email so por causa do msn e nunca abre… rsrs. pode responder por aqui.

O tema central pra vcs analisarem é a questão da cidadania “ativa” e “passiva”, que discutimos em sala, ou seja, a participação efetiva e a omissão ou submissão diante do poder do Estado. Pensem no Dorival como uma representação da nossa cidadania, com esses dois lados, e respondam da melhor maneira possível, isto é, justificando, expondo sua opinião, o de sempre…. rsrs. Vocês têm até quarta-feira que vem pra postar. Aguardo as respostas via email ou por aqui mesmo. Bjo a todos.

Avaliação de Sociologia – 2. bimestre

1)      Qual a relação entre a situação vivida por Dorival e a questão dos direitos e da cidadania no Brasil?

2)      Que formas de preconceito vocês percebem no filme? Justifiquem sua resposta com algum trecho ou cena que chamou sua atenção.

3)      Expliquem as ideias de cidadania “ativa” e cidadania “passiva” com base na postura adotada por Dorival e na repressão imposta sobre ele.