Feira Cultural

•29/11/2009 • 1 Comentário

Oi, Pessoal!

Na última sexta-feira aconteceu a feira cultural. Eu e as profas. Patricia e Marcia e o prof. Bento tratamos do dia da Consciência Negra. No entanto, fomos meros coadjuvantes no trabalho feito por vcs, e devo confessar q nesses negócios de artes e decoração sou simplesmente péssima, para dizer tudo. rsrs.  Pois bem, sendo assim este post é só para parabenizar o pessoal que participou ativamente da elaboração da feira cultural, o Reverendo como um todo está de parabéns! Visitei rapidamente as salas sobre esoterismo e sobre a Carmem Miranda que estavam lindas tb, pena q não pude ver a apresentação do Marcelo 2Tb, organizada pelo prof. João, nem provar os quitutes nordestinos do 2.Ta, enfim.

Para o pessoal q trabalhou com a gente, queria mto dizer que adorei os cartazes sobre o tema da consciência negra (comentei brevemente cada um, com exceção dos q não tinham nomes…rs) e as apresentações feitas pelo Wallace 1D, Samantha 3.? e William 2Tb; David 2A e Denner 1D e Graziele 2C e Camila 2F. A ideia da feijoada foi ótima Brenda, sinto pela muvuca…rsrs mas parabéns pra todos do 2D q se empenharam de uma forma ou de outra. Gostaria de fazer um agradecimento especial aos alunos/as Andressa, Brenda, David Raniery, kelvin, Denner, Wallace, Laricy, Adriane, Tatiane, Maria Helena, Adriane, Ranuche, Carla, Graziele, Camila, Leidiane, Rosangela, Daniele, Michael, Maria Eduarda, Lídia, Reinaldo, Bruno, Diego, Willian, meus Deus! quantos…. rs.  Se esqueci alguém, me desculpem. Parabéns!

Abaixo as fotos que tirei da sala temática Consciência Negra e  aproveitando o espaço, há também algumas fotos da apresentação da Graziele 2c com o Circo de Ébanos, no próprio dia 20.11, no museu da Língua Portuguesa. Aliás, muito Bom!

e mais violência…

•23/11/2009 • 15 Comentários

Uma das vantagens de dar aula à noite é que acabo não ficando viciada na programação da tv. Devo confessar q antes de ser socióloga e profa. de Sociologia  sou uma noveleira e com o tempo acabei desenvolvendo um senso crítico para além da expressão de papel de parede de certos atores e atrizes. No entanto, lembro de ter comentado em algumas salas, se o assunto acabava levando a tal, sobre essa nova novela das oito (nove) por ser a primeira protagonista negra num país de um racismo tão velado q mtos vão responder q não existe. Enfim, na semana passada foi ao ar uma cena mto interessante para nossa discussão sobre violência (2.anos e 3TA); desigualdade social (1TA); indústria cultural (2TA e 2TB); movimento feminista e movimento negro (3.anos) e Etnocentrismo (1.anos) dada à força simbólica da representação. Fiquei pensando se valeria a pena dizer, até porque a maioria de vcs, como eu, estavam em sala e não viram nada, enfim. Mas, como esse é um espaço para reflexão sobre questões sociais e o fato de não termos visto não significa q não existiu, me levou a procurar a cena na net e a assisti-la para formar minha opinião. Vamos a ela.

A cena q me deixou preocupada refere-se ao momento em que a personagem de Taís Araujo, Helena, pede perdão à mãe de Luciana (Aline moraes).  Numa cena clichê de inúmeras novelas, a personagem de Lilia Cabral (Teresa) acusa Helena pelo acidente e esta roga perdão ajoelhando-se diante da mãe revoltada, que reage dando-lhe um tapa no rosto. O q há demais ai? A violência simbólica (e física) da cena em que Helena (ex-mulher forte e decidida) sucumbe diante da poderosa Teresa parece extrapolar os limites da trama e refletir um pouco mais o q é a nossa própria sociedade. A falta de verossimilhança na construção da personagem e sua posição neste momento, q foi sendo preparado mtos capítulos antes, deixa evidente q a acusação maior não vem do acidente em si, mas do fato de ela, Helena, estar onde não poderia ter chegado, não só para a personagem Teresa, mas para o próprio autor, já q a construção das duas personagens são frutos do modo como ele percebe e representa a realidade que o cerca. Assim, a visão de mundo de dominantes e dominados coincide e reitera essa mesma dominação, porque há a interiorização, por parte da personagem Helena, da culpa, ou seja, o reconhecimento da dominação em estado puro.

A indústria cultural como estamos trabalhando em sala aniquila as diferenças e transforma tudo em uma mesma coisa, homogênea, de consumo garantido. Em um país marcado pela desigualdade racial e social a cena tb reitera os mesmos espaços e posições sociais pré-determinadas para cada classe social e cada grupo étnico, historicamente e socialmente construídos. Por que mudar se é fato que esse produto vende tão bem assim a décadas ou séculos se pensarmos na literatura tb?

Mas , o q dizer do discurso sobre o aborto e as maldições rogadas à personagem que cometeu tal monstruosidade, não tanto por ela em si, mas por ter construído sua carreira, sua vida profissional em cima disso? O movimento feminista luta a décadas por direitos iguais entre homens e mulheres, e uma das reivindicações é o direito ao aborto. Mesmo não concordando com o aborto, a cena não me convenceu, pois mais do q discordar, o autor da novela procura punir a mulher q o faça, não pelo fato em si, mas por colocar sua vida profissional acima do seu papel “natural”,  e portanto, compulsório, de mãe. Além disso, na semana do dia da consciência negra a cena q marca obviamente os papéis sociais estabelecidos para negras e brancas no Brasil deixou o movimento negro muito incomodado também, pois se a luta por direitos iguais, a busca pela valorização da identidade negra ainda se depara com cenas como essa, q mais parecem saídas de Escrava Isaura ou Sinhá Moça, mostram q nossa sociedade precisa lutar ainda mais contra a manutenção desses estereótipos e pela desconstrução dessa visão etnocêntrica, em q um grupo julga-se tão superior aos demais q mesmo qdo aponta para uma ruptura com os mesmos estereótipos (primeira protagonista negra na novela das nove) precisa demarcar por outras vias sua posição de poder na sociedade enfatizando, de uma outra maneira, quem manda e quem obedece, de joelhos.

Agora, falando como noveleira… rsrs espero q Helena tenha uma reviravolta, q a personagem caia em si e volte a ser verossímil com o q parecia ser no começo da novela, forte, corajosa, decidida… Embora, acredite q a partir de agora Luciana vá se tornar a nova protagonista.  Acho a interpretação de Taís Araujo mto boa, mesmo com um texto mto aquém do q o autor já fez em outras novelas. Por outro lado, ele deve ter visto as críticas do movimento negro, feminista, enfim… e mesmo a pressão da própria indústria cultural via Ibope, q tem marcado indices nao mto agradáveis aos patrocinadores, possa levá-lo a mudanças, enfim. Mas, e ai, o q vcs acham?

A violência na sociedade Brasileira

•16/11/2009 • 30 Comentários

Obs: Especialmente para os 2.anos e 3TA, mas não há restrições… podem comentar!

Como vcs devem estar lembrados na semana passada começamos a falar sobre a violência. A leitura do conto “Pai contra mãe”, de Machado de Assis, vai nos ajudar a abordar esse tema de forma mais fácil, por isso, quem não leu ainda, pega na biblioteca, tenho certeza que o Seu Geraldo ou a Isabel vão gostar mto de vê-los por lá….  Agora, se não quiserem pegar emprestado na biblioteca é só clicar  aqui http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000245.pdf e ler o conto agora mesmo. Esse post, na verdade, era para mostrar um pouco como a violência não é um problema de hoje na sociedade brasileira, e como o passado influencia, em grande medida, muitos dos problemas que vivemos hoje. Essa cena faz parte do filme “Quanto vale ou é por quilo?”, de Sergio Bianchi. A partir de uma releitura do conto machadiano, o diretor mostra como pouco mudou no Brasil no que se refere à violência que marca nossas relações sociais.  E ai? O que vcs acham?

“Não à divisão sexual dos brinquedos”. Crianças denunciam…

•16/10/2009 • 15 Comentários
Na nossa última aula começamos a tratar sobre a construção dos papéis de
gênero, até para podermos entender mais sobre o movimento feminista.
Então, lembra quando citei como exemplo o processo de socialização
da criança em que, desde tenra idade, pais, tios, avós, enfim
dão brinquedos com base na divisão de gênero, ou seja, boneca para menina
e carrinho ou "hominho" para os meninos? Então, um amigo enviou por email
a nota que postei abaixo sobre o que crianças de um país europeu fizeram
para se opor justamente a esse tipo de "divisão sexual dos brinquedos".
Queria mto que o pessoal dos 3s. comentasse, especialmente do 3C,
queria saber a opinião de vcs, nossa última "aula" foi tão corrida.rsrs.

PS: Valeu Wilson, pela ajuda. bjao.

Crianças denunciam loja por

discriminação de gênero

Estudantes suecos acharam discriminatório o catálogo de loja de brinquedos com meninas brincando de princesa e meninos, de herói

Renata Losso

Bonecas para elas e carrinhos para eles. Desde que nascemos, existe uma série de brinquedos nas prateleiras esperando por nosso interesse. No entanto, tudo que é rosa não foi feito para pertencer a um garoto e tudo que não tenha rosa como uma das cores não foi feito para pertencer a uma garota. Essa definição é tão antiga que nem pensamos em contestá-la, mas algumas crianças suecas decidiram desafiar essa rotulação e tudo que ela representa.

No ano passado a “Toys ‘R’ Us” (na tradução literal, “Brinquedos Somos Nós”), multinacional norte-americana de brinquedos, publicou um catálogo de Natal direcionado aos pais das crianças, para que estes escolhessem os presentes de fim de ano. No entanto, um grupo de estudantes suecos da 6ª série repreendeu a empresa por discriminação de gênero e a denunciou à Reklamombudsmannen (Ro), uma entidade criada para policiar o marketing e a publicidade do país e garantir que eles estejam de acordo com as ordens estabelecidas pela Câmara de Comércio Internacional (ICC).

De acordo com o jornal sueco The Local, o Ro emitiu um comunicado afirmando que os jovens da escola Gustavsland, da cidade de Växjö, veem no catálogo da empresa “papéis de gênero atrasados, onde meninos e meninas são mostrados brincando com diferentes tipos de brinquedos, mas os meninos são retratados como ativos e as meninas como passivas”. E não é com pouco conhecimento de causa que os estudantes adquiriram esta percepção. Segundo o professor do grupo explicou ao Smålandsposten, jornal local, a reclamação seguida de denúncia foi uma consequência de mais de dois anos de estudo dos alunos em cima dos gêneros e de como eles são retratados.

As crianças também deram sua palavra ao jornal, demonstrando sua percepção sobre o catálogo da “Toys ‘R’ Us”. O garoto Hannes Psajad, de 13 anos, declarou que estava preocupado com a mensagem da publicação e contou que ele e sua irmã sempre dividiram os mesmos brinquedos. “Garotinhas com coisas de princesa e, por outro lado, garotos vestidos de super-heróis. É óbvio que você é afetado por isso”, completou.

E não parou por aí. O Reklamombudsmannen analisou o caso, concordou com as crianças e emitiu uma reprimenda pública à grande varejista de brinquedos, alegando que no catálogo do Natal de 2008 da empresa realmente há discriminação de gênero. Em comunicado, o Ro completa: “O catálogo, em todas as suas páginas, retrata a escolha de brinquedos e jogos para crianças de uma maneira limitada, e esta exclusão de garotos e garotas para diferentes tipos de brinquedos é, em si mesma, degradante para ambos os sexos”.

Pelo visto, agora as empresas terão de tomar mais cuidado ao desrespeitar crianças. Moa Averin, também pertencente ao grupo de alunos contra a discriminação de meninos e meninas, chegou a ressaltar ao jornal local a importância das crianças terem a possibilidade de serem quem elas quiserem, “mesmo se garotos quiserem brincar de princesa às vezes”.

Alienação

•04/10/2009 • 14 Comentários

Oi, pessoal do 2.TA e TB, ainda sobre o tema q temos discutido durante esse bimestre, trabalho e alienação, vou disponibilizar aqui os slides q usei na aula (2.TA). Estava aguardando autorização do professor q elaborou (obrigada, Anderson!). Aliás, aqui vai o link para blog dele, q me ajudou mto na elaboração desse nosso blog, enfim.  Lá tem muita coisa interessante q vale a pena ver e comentar: www.blogdesociologia.wordpress.com 

Voltando ao tema do post, queria passar para vcs em sala, até para q pudéssemos discutir melhor, mas o tempo é mto curto e a experiência no 2Ta não foi mto boa por conta disso. Se tiverem dúvidas, estou à disposição. bjo a todos(as).

Slides-trabalho1

Cancelamento do Enem

•01/10/2009 • 17 Comentários

Oi, Pessoal! Acabei de ver no jornal que o Enem foi adiado. Pela declaração do ministro da educação, uma prova foi extraviada, ou seja, algum espertinho teve acesso à prova indevidamente. Por conta desse incidente, outras 4 milhões de provas serão impressas, indo para o ralo mais dinheiro e muito papel. Mas cabe questionar, se uma avaliação dessa proporção se mostra tão vulnerável, quem são os responsáveis? Imagino q à noite, o ministro dê uma declaração, mas fica a decepção… Vamos aguardar.

A atualidade de Machado de Assis

•29/09/2009 • Deixe um comentário

Hoje é um dia especial, não só porque vou aplicar prova no 3TA … (rsrs) Mas por ser também o aniversário de morte do nosso maior escritor (opinião minha): Machado de Assis. A exatos 101 anos falecia no Rio de Janeiro esse grande analista da sociedade brasileira oitocentista,  e , por isso, acredito que a data deva ser lembrada, até por conta da atualidade da obra desse escritor maravilhoso. Como temos falado um pouco de política (veja o post dos 3. anos) achei interessante citar aqui um trecho de uma crônica do Machado que trata do assunto propriamente dito: o analfabetismo e os limites que  este problema impõe à efetiva participação política. Leiam e digam o que acham (especialmente o pessoal dos 3.anos e do 3.TA). Ah! Se tiverem interesse, tenho a crônica na íntegra. bjo a todos.

A nação não sabe ler. Há só 30% dos indivíduos residentes neste país que podem ler; desses uns 9% não leem letra de mão. 70% jazem em profunda ignorância. Não saber ler é ignorar o Sr. Meireles Queles; é não saber o que ele vale, o que ele pensa, o que ele quer; nem se realmente pode querer ou pensar. 70% dos cidadãos votam do mesmo modo que respiram: sem saber porque nem o quê. Votam como vão à festa da Penha, – por divertimento. A Constituição é para eles uma coisa inteiramente desconhecida. Estão prontos para tudo: uma revolução ou um golpe de Estado. (Machado de Assis, crônica de 1876)

Homofobia real

•28/09/2009 • 21 Comentários

Espero começar essa semana a tratar sobre movimento feminista e na semana que vem, ou na outra, começar a falar do movimento GLBT, mas a realidade não espera chegar a hora da aula… rs e um amigo (bjo, Fer!) acabou de me enviar por email uma nota q saiu na Folha online q vale a pena ler. Leiam e digam o q acham, espero desenvolver melhor a discussão em sala, mas até lá, comentem…. bjo a todos/as.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u628046.shtml

Canudos by Rappa

•27/09/2009 • 17 Comentários

Corrigindo os trabalhos sobre os movimentos sociais, tenho percebido uma maior concentração de trabalhos sobre Canudos. Lembro que na última aula no 3. D comentei com o Paulo e com a Daniela sobre o clipe novo do Rappa, Súplica cearense, pois,  mesmo que nem todos curtam esse estilo de música, o clipe é muito bem feito e ilustra bem o que foi essa mobilização popular, de forte cunho religioso, mas que mostrou ao país a força desse povo e os diversos problemas sociais que a República,  como de praxe,  passou por cima, violentamente.  Aí vai o link do clipe e a letra da música… E aí, o q vcs acham?

Súplica cearense

O Rappa

Composição: Luiz Gonzaga

Oh! Deus, perdoe esse pobre coitado, que de joelhos rezou um bocado, pedindo pra chuva cair, cair sem parar.

Oh! Deus será que o senhor se zangou, e é só por isso que o sol se arretirou, fazendo cair toda chuva que há .

Oh! Senhor, pedi pro sol se esconder um pouquinho, pedi pra chover, mas chover de mansinho, pra ver se nascia uma planta, uma planta no chão.

Oh! Meu Deus, se eu não rezei direito, a culpa é do sujeito, desse pobre que nem sabe fazer a oração.

Meu Deus, perdoe encher meus olhos d\’água, e ter-lhe pedido cheio de mágoa, pro sol inclemente, se arretirar, retirar.

Desculpe, pedir a toda hora, pra chegar o inverno e agora, o inferno queima o meu humilde Ceará.

Oh! Senhor, pedi pro sol se esconder um pouquinho, pedi pra chover, mas chover de mansinho, pra ver se nascia uma planta, planta no chão.

Violência demais, chuva não tem mais, corrupção demais, política demais, tristeza demais. O interesse tem demais!

Violência demais, fome demais, falta demais, promessa demais, seca demais, chuva não tem mais!

Lá no céu demais, chuva tem, tem, tem, não tem, não pode tem, é demais. Pobreza demais, como tem demais!

Falta demais, é demais, chuva não tem mais, seca demais, roubo demais, povo sofre demais. Oh! demais.

Oh! Deus.

Oh! Deus. Só se tiver Deus. Oh! Deus.

Oh! fome. Oh! interesse demais, falta demais…!

Sobre a nossa última aula

•18/09/2009 • Deixe um comentário

Olá, pessoal do 2º TA! Desculpa por não ter anexado ainda o texto da última aula, especialmente vc, Marcia, pois estou sem acesso fácil e agora to na maior correria, prometo fazer antes da nossa próxima aula, ta? bjo.